A Batata quente!


Quando estava fazendo minha pós graduação em Gestão de Projetos tive uma aula com o Sr. Alonso Soler, PMP sócio diretor da J2DA Consulting (http://j2da.wordpress.com/) onde foi apresentado uma dinâmica do seu livro Rosalina e o Piano, um estudo de caso sobre Gestão de Projetos.


Neste estudo de caso a Rosalina é uma gerente de projetos o qual aceita um desafio de gerenciar a mudança de um piano que está no terceiro subsolo do edifício em que fica a empresa em que trabalha para um auditório localizado em um andar muito acima. Recomendo a todos este livro e estudar a dinâmica.

O ponto em que quero chegar seria o momento em que a Rosalina aceita o desafio de gerenciar essa mudança de lugar do piano. Neste momento o vídeo da Rosalina mostra que aparece um mico (macaquinho!) em seu ombro e que a acompanha durante todo o processo.

O mico representa que a responsabilidade é do GP! Ela aceitou este desafio.



Muitas vezes temos que encarar nossos micos, como GP nos tornamos responsáveis diretos sobre os projetos, viramos o “alvo” dos stakeholders.

Nem sempre o mico é opcional, claro que poderíamos renunciar a esta responsabilidade, mas este é o desafio, o mico, que muitas vezes pode ser um gorila pode ser um diferencial na carreira, porém é necessário cuidar para não aceitar propostas sem uma base definida e propostas com requisitos absurdos.

Recentemente tive a experiência de cuidar do andamento de alguns projetos que herdei de um GP que pegou férias. Foi uma batata quente em minhas mãos, para quem não lembra a brincadeira da batata quente era uma bola que passava de mãos em mãos e uma hora alguém que ficava de costas para os outros falava que a batata havia explodido! Quem tava com a batata na mão saía da brincadeira. No meu caso peguei os projetos e bem quando eu estava cuidando estouraram os milestones , onde segundo contrato o cliente não pagaria as parcelas do período pois as entregas não estavam ok.

Muitos fatores influenciaram nos atrasos, o mico era meu naquele momento. A responsabilidade era grande, priorizei as entregas mais urgentes, verifiquei os problemas que estavam impactando e as causas dos mesmos. Nem todos os problemas puderam ser resolvidos na hora, porém na medida do possível os projetos foram retornando seus caminho.

Durante este período a empresa mostrou os resultados do semestre em uma reunião geral e a equipe observou que o ultimo mês o centro de custo de desenvolvimento teve um faturamento inferior aos meses anteriores. A equipe do projeto ficou meio dividida quando as causas e os resultados. Realizei uma reunião com as equipes coloquei tudo em pratos limpos e tratei de motivar a equipe.

Foi uma boa experiência, de pegar a batata na hora em que está explodindo, e ter de mostrar serviço. Ainda há muito trabalho para colocar tudo em ordem, mas esse mico apesar de bem criado, não é mais aquele King Kong !


Um abraço,

Marcus Machado

Comentários

  1. Grande Marcus!!!
    Primeiro quero te parabenizar pela iniciativa do Blog!! Idéia bem legal. Continue postando! :)

    Herdar batata quente não é legal, mas temos que considerá-la uma oportunidade (de carreira, de experiência, de aprendizado, etc). O segredo é não desanimar e seguir adiante!

    Na nossa área (generalizo, porque é dificil achar quem faça isso corretamente) o prazo é o maior inimigo, visto que muitas vezes o esforço necesário é subestimado! E quando isso acontece prazo e/ou qualidade são afetados diretamente.

    Boa sorte na sua carreira!!
    Grande abraço.

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  2. Parabéns pelo seu texto e compartilhamento do conhecimento.

    Quando se trata de projetos de desenvolvimento de software muitas vezes a falha na comunicação ou a falta de atuação do GP pode levar ao fracasso. Acredito que você teve uma boa "sacada" e atitude para reverter a situação.

    Um abraço,
    Cleiton

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  3. Boa Tarde Marcus!

    Muito boa a reflexão, ficamos gratos em saber que lhe a Rosalina lhe foi útil.

    Um Abraço

    Vitório Tomaz
    j2da.wordpress.com

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